Porque desprezo os ambientalistas e porque você também deveria desprezá-los


Entre todas as especies, o Homo sapiens é o único capaz de ludibriar o limite da capacidade de suporte do seu ecossistema. Isso é Ecologia Básica I. A capacidade de suporte dos ecossistemas limita as populações de todas as outras espécies.

Já tratei desse assunto aqui, em junho de 2016, no post E se você for o maior problema ambiental do planeta?

Imagine, por exemplo, uma população de coelhos (espécie) vivendo em uma determinada região (ecossistema). Quando a população cresce até o limite da capacidade de suporte, a natureza executa mecanismos que limitam o crescimento populacional. Quando a comida diminui os animais passam fome, enfraquecem e aqueles mais frágeis acabam morrendo. A fertilizada cai, a mortalidade aumenta, a longevidade diminui e por meio desses mecanismos a população reduz e volta a se enquadrar à capacidade de suporte. O ecossistema volta ao equilíbrio.

Todas as especies se comportam dessa maneira. A única exceção somos nós, homo sapiens.

Nós aprendemos a usar a tecnologia e o conhecimento para ludibriar o limite da capacidade de suporte do ecossistema global e continuar expandindo nossa população para além dele.

Quando falta comida inventamos uma máquina nova, ou nova variedade, ou adotamos novas práticas de cultivo que nos permitam produzir mais comida e nossa população continua crescendo. Desenvolvemos tecnologias que atrasam nossa morte e nos tornamos mais longevos e nossa população continua crescendo. Desenvolvemos tecnologias que permitem a reprodução de homens e mulheres inférteis e nossa população continua crescendo. Ajudamos populações famélicas a sobreviver e nossa população continua crescendo.

Por razões culturais, com reflexos nos padrões morais e legais de comportamento, o homo sapiens evita a morte. O resultado disso é um excesso populacional gigantesco e todos os problemas ambientais modernos são consequência desse excesso. O aquecimento global, as extinções em massa, as mortes de corais, poluição, perda de ecossistemas naturais. Escolha um.

Os ambientalistas sabem disso desde 1968 com o The Population Bomb do professor da Universidade de Stanford Paul Ehrlich e sua esposa Anne Ehrlich. Em 1974, o psicólogo americano Garrett Hardin, publicou um artigo na revista Science construindo uma metáfora que descrevia um bote salva-vidas com 50 pessoas abordo e vagas para mais 10 navegando em um oceano com centenas de náufragos. A ética da situação é o dilema sobre que critérios seriam usados para permitir (ou não) que mais pessoas subissem ao bote.

Ocorre que esse é um assunto delicado que envolve barreiras morais e dilemas éticos. Essa dificuldade fez as ONGs e os ambientalistas fingirem que o problema real não existe. É muito mais fácil conseguir dinheiro para bancar salários de ambientalistas se o problema ambiental não envolver as concepções morais dos doadores.

Por conta da pusilanimidade dos ambientalistas o maior problema ambiental do planeta jamais foi enfrentado. A molecada grita coisa sobre desmatamento na Amazônia, aquecimento no globo, plástico nos oceanos, mas procria em casa e adia a morte como todos nós.

Mas a natureza é implacável. A crise sanitária que estamos vivento em decorrência da pandemia mortal causado por um vírus é consequência direta do excesso de gente no mundo. Se Wuhan fosse uma comunidade minúscula e isolada no interior da Chima o mundo teria muito menos gente e o vírus não teria se espalhado.

Nós, os humanos, viramos pasto para toda sorte de ser vivo que possa usar nossos corpos para completar seus próprios ciclos de vida. A maioria desses seres são vírus como os HIVs, os HPVs, os Influenza e os Corona. No fim das contas, foi a mediocridade dos ambientalistas que nos trouxe à situação assustadora que vivemos hoje.

É por essa razão que este blogger sempre desprezou os ambientalistas.

Wilson Dias/Agência Brasil trabalhada no Face in Hole.

“Informação publicada é informação pública. Porém, alguém trabalhou e se esforçou para que essa informação chegasse até você. Seja ético. Copiou? Informe e dê link para a fonte.”

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