A nova era de ouro das ONGs

Quanto mais medo as pessoas sentem, mais dinheiro elas doam para as ONGs.

Engana-se quem acredita que o Presidente Jair Bolsonaro está acabando com a atuação das ONGs ambientalsitas. Ao contrário, o governo está devolvendo aos ambientalistas algo que eles haviam perdido - e buscavam - desde a conclusão da reforma do Código Florestal: discurso.

O grande ganho da reforma do Código Florestal não foi o texto final vigente. A lei atual continua muito ruim e excessivamente dura com o setor rural. O grande ganho das novas regras foi a reconciliação entre os produtores rurais e a proteção ambiental.

O Código Florestal anterior era impossível de ser cumprido. Assediados pelos ecojihadistas, o setor rural afastou-se do meio ambiente porque a única opção era confrontar os ambientalistas.

Esse confronto passou a ser meio de vida para as ONGs. Os ecotalibãs usavam e abusavam desse conflito para convencer grandes fundações dos países ricos a financiar seus projetos. Com o tempo, as ONGs passaram a provocar o conflito para conseguir dinheiro internacional. Virou business.

Com o novo texto do Código Florestal o confronto entre o agro e o eco se dissipou. Todos passaram a buscar o cumprimento das novas regras e as ONGs perderam o discurso e a capacidade de enfiar a mão nos bolsos gordos das fundações internacionais. A queda do desmatamento na Amazônia nos últimos dez anos, dificultou ainda mais a vida dos ecotalibãs.

Sem um inimigo para enfrentar e com a Amazônia fora de perigo, como as ONGs conseguiriam dólares?

É preciso entender o seguinte: ONG existe porque existem problemas ambientais. As pessoas, ou fundações, doam recursos para que ONGs resolvam esses problemas ambientais porque elas têm a consciência pesada e medo de um colapso global. Quanto mais culpa e medo as pessoas sentem dos problemas ambientais, mais dinheiro elas doam para as ONGs.

O negócio das ONGs não é resolver problemas ambientais. O negócio das ONGs é culpar e amedrontar as pessoas com os problemas ambientais. É assim que elas faturam, é disso que elas vivem. As ONGs se nutrem da culpa e do medo das pessoas.

A Amazônia brasileira tem mais de 5 milhões de quilômetros quadrados. O desmatamento anual, mesmo subindo para 7,5 mil quilômetros quadrados, representa 0,1% da área total. Mas as ONGs e a mídia espontânea fazem parecer o fim do mundo.

O medo das pessoas dão às ONGs uma máquina formidável de marketing gratuito nas redes sociais e, até mesmo, na grande mídia. É por isso que as manchetes dos jornais mostram o desmatamento na Amazônia sempre subindo, mesmo quando está caindo. É por isso que o calor e a seca são por conta do aquecimento global e o frio e as inundações são por conta das mudanças climáticas. É por isso que há um genocídio indígena perpétuo no Brasil, embora a população brasileira de etnias nativas cresçam a taxas maiores do que qualquer outra população do globo.

É também por isso que há várias ONGs atuando na região norte onde fica a rica Amazônia, mas existem poucas ONGs atuando na região nordeste onde fica a população pobre. É por isso que as ONGs lutam contra o desmatamento, mas não lutam contra a falta de saneamento básico. Pobreza e saneamento não trazem arrecadação, mas a Amazônia ameaçada é mina de ouro.

Para amedrontar as pessoas e magoar a ferida da culpa que cada um sente, os ambientalistas profissionais precisam de um motivo plausível. Bolsonaro está devolvendo a elas os motivos perdidos. As pessoas no mundo inteiro estão ficando com medo de que as ações do atual governo do Brasil levem o planeta a uma catástrofe ecológica global.

É uma imensa bobagem, mas é suficiente para que as ONGs voltem ao business. Logo logo elas estarão mais ricas e fortes do que nunca. É melhor já ir se preparando.

Imagem composta a partir de fotos de Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em tempo, se o Presidente Bolsonaro quer mesmo enfraquecer as ONGs no Brasil, o caminho é tirar delas o discurso. Confrontá-las só as fortalecerá. ONG é como massa de pão, quanto mais você sova, mas bonito fica o pão.

Lições grátis no apêndice:

(1) Quando os dados do PRODES saírem nos próximo meses mostrando o maior desamento dos últimos dez anos, a culpa não é do Inpe. A culpa é da crise fiscal que drenou os recursos da máquina pública e retirou do Ibama a capacidade de fiscalização.

(2) Garimpo em terra indígena ninguém quer. Mineração em terra indígena é diferente.

(3) O Projeto de Lei nº 3.751/2015, arquivado por falta de apoio, poderia resolver o problema da Estação Ecológica de Tamoios e das demais Unidades de Conservação sem chamar a atenção.

Veja também: O crime perfeito.

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