Qual a relação entre o MST e o desmatamento da Amazônia?


Brasília (17/05/2017) – Fiscalização realizada por agentes do Ibama na gleba Rio Preto, localizada na Fazenda Santa Rosa, em Mato Grosso (MT), resultou na apreensão de dois caminhões, um trator de esteira e 32,3 metros cúbicos de madeira in natura.

A propriedade, que possui cerca de 1,3 mil hectares de floresta nativa, foi invadida em 2015 e tem sido alvo de extração ilegal de madeira, desmatamento e grilagem para conversão das áreas em pasto. Infratores retiram toras de valor comercial, plantam capim e comercializam cada alqueire (2,4 hectares) por até 15 mil reais, sem possuir título de propriedade.

A equipe técnica do Ibama em Mato Grosso estima que, na região noroeste do estado, cerca de 200 mil hectares de florestas nativas sejam atingidas de alguma forma pela grilagem. Cerca de 90% dessa área corresponde a propriedades tituladas, invadidas recentemente ou em algum estágio do processo de reintegração de posse. Em uma das propriedades fiscalizadas a área desmatada chega a 1,5 mil hectares.


O chefe da Unidade do Ibama em Juína (MT), Evandro Selva, avalia que a falta de informações sobre a documentação necessária para a venda dos terrenos, associada à expectativa de regularização, favorecem a ilegalidade.

A grilagem de terras (tituladas ou não) na região noroeste do estado do Mato Grosso é um dos fatores que impulsionam o desmatamento ilegal, aponta a superintendente do Ibama em Mato Grosso, Lívia Martins.

Toda a madeira apreendida pelo Ibama foi doada à prefeitura de Juína.

Assessoria de Comunicação do Ibama
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Foto: Ibama.

Em tempo, a exceção do título, o texto foi integralmente reproduzido da página oficial do Ibama, inclusive a foto. Os ambientalistas no Brasil fizeram algumas alianças no passado com indígenas e o movimento dos sem terra. Hoje, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é causado por esses grupos e os ecóltras continuam perseguindo os mesmos inimigos de antes.


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