sexta-feira, 3 de março de 2017

Temer cria força-tarefa para liberar rodovia danificada por atoleiros no Pará

Após a formação de uma fila de caminhões por mais de 50 quilômetros ao longo da BR-163, no Pará, o Palácio do Planalto informou que está tomando medidas de curto prazo para tornar a rodovia trafegável. De acordo com o governo federal, o presidente Michel Temer criou uma força-tarefa entre diversos ministérios para promover a “liberação imediata” da estrada.

Por meio de nota à imprensa, o Planalto informou que, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o fluxo no sentido Pará-Mato Grosso foi restabelecido e que cerca de cinco quilômetros de retenção no sentido contrário podem ser normalizados ainda hoje. Representantes do governo e empresários do setor agrícola criaram ontem (2) um grupo de trabalho para buscar “soluções definitivas” para a situação da BR.

“Equipes da PRF e das Forças Armadas foram enviadas à região. Os policiais e militares realizam o balizamento e a sinalização da estrada a fim de desobstruir o trecho para que se iniciem os reparos necessários”, diz o comunicado.

Devido às chuvas intensas na região, vários pontos de atoleiros se formaram em um trecho de 47 quilômetros, na rodovia que é rota de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso para fora do país.

Ainda de acordo com o Planalto, um comitê gestor, coordenado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), está no Pará acompanhando a situação.

“Militares do Exército e da Força Aérea Brasileira fazem o transporte e a distribuição de 3 mil cestas básicas e 46 toneladas de água potável para caminhoneiros, motoristas e familiares, que estão sitiados na região.”

Asfaltamento

Segundo o Dnit, desde a divisa com Mato Grosso até Miritituba, faltam 100 km da BR-163 para serem asfaltados. Em 2016, foram asfaltados 20 quilômetros. O trecho da rodovia onde se verificam os pontos críticos devido às chuvas será pavimentado este ano. A meta do Dnit é asfaltar 60 quilômetros em 2017 e concluir o asfaltamento até o porto de Miritituba até 2018.

O órgão informou que, até a conclusão das obras, serão adotadas medidas emergenciais, como o controle de tráfego e a drenagem para escoar água da estrada, dando passagem aos veículos, especialmente os caminhões com cargas mais pesadas.

Texto de Paulo Victor Chagas com colaboração de Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

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