É a democracia, estúpido! Embaixador brasileiro para a Rio+20 enquadra ecotalibã

José Eli da Veiga em foto de Elza Fiúza
da Agência Brasil.
É a democracia, estúpido!
Hoje, durante o evento Brasil Certificado, realizado, em São Paulo, pelo ONG Imaflora, o diplomata brasileiro André Correa do Lago deu um cala-a-boca em um dos ecotalibãs presentes no evento. O professor José Eli da Veiga, da USP, que trocou o rigor da academia pela ideologia ambientalista, pediu uma avaliação do impacto negativo da aprovação do texto na imagem do Brasil no exterior, às vésperas da realização da Rio+20, em junho, no Rio.

Repare como Eli da Veiga já viesou a pergunta insinuando que a reforma do Código Florestal teria "impactos negativos". O embaixador, habituado e treinado trespassar palhaçadas retóricas como a que o professor da USP tentou fazer, respondeu que o projeto do novo Código Florestal e sua possível votação no dia 24 na Câmara dos Deputados são uma mostra da vitalidade da democracia brasileira.

"Frequentemente, em países sob regimes ditatoriais, a população não tem como se manifestar. Então a comunidade internacional se une para dar vazão a esse anseios. Não é nosso caso. Vivemos em uma democracia. Uns podem gostar mais ou menos do projeto, mas ele vem sendo discutido pela sociedade brasileira", disse o embaixador.

Os ambientalistas têm dificuldade de entender que a reforma do Código Florestal dá-se em um processo absolutamente democrático. O texto foi aprovado por ampla maioria em todas as votações pelas quais passou nas duas casas do Congresso Nacional. As ONG encomendaram uma pesquisa de opinião completamente viesada ao Datafolha. O instituto ouviu, por telefone, uma amostragem de pessoas urbanas nenhuma delas com compromisso de cumprir o o Código Florestal, e concluiu que "os brasileiros são contra a reforma".

Os ambientalistas deveriam saber que sofismas, como o do Datafolha, são bons para enganar jornalistas e agentes financiadores de campanhas, mas não servem para se acreditar neles.

A sociedade brasileira rural, aquela que os políticos precisam visitar periodicamente em busca de votos, não suporta mais os desmandos que os ecotalibãs vêm estabelecendo no Brasil via decreto, medidas provisórias e resoluções do conama, essas sim, sem apreciação popular.

Entendeu, Eli da Veiga? É a democracia, estúpido!

Comentários

jerson disse…
o professor girafalis perdeu a oportunidade de ficar calado.
Luiz Prado disse…
Sem o manto acadêmico, ele não sabe diferenciar uma abobrinha de um rabanete.
Ciro Siqueira disse…
Desculpa, Luiz, mas com o manto, também não.
Liz disse…
O professor manifesta conceitos errados embutidos em nossa cultura: o de que temos que pautar nossas decisões "pela opinião internacional".

Ó Compatriotas! Deixai cair a ficha: não voltaremos para a Europa e tampouco para a selva: a responsabilidade (tanto a honra quanto o risco) de construir um país aqui pesa sobre vós. Agora, não no futuro. E que seja pelas nossas razões, não pelas razões do alheio...