Código Florestal: Um veto de minoria

Artigo de João Bosco Rabello, publicado originalmente do jornal O Estado de São Paulo
Votado duas vezes na Câmara e uma no Senado, o Código Florestal aprovado quarta-feira em sua versão final, encerra um raro episódio de reafirmação da vontade de uma ampla maioria congressual suprapartidária, refratária a todas as pressões para revisão de suas posições. Senão inédito, registra um momento singular, especialmente se considerada a amplitude de uma base aliada mais das vezes submissa ao governo.

Tal cenário responde pela cautela e "sangue-frio" que orientarão a presidente Dilma Rousseff ao avaliar a pressão da minoria vencida, pelo veto integral ao projeto, segundo o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Na verdade, a circunstância descrita acima deveria levar a reflexão mais apurada sobre a conveniência até de vetos parciais que possam significar mudança de mérito naquilo que mereceu tão ampla e reiterada aprovação parlamentar.

Aos ambientalistas veto parcial não satisfaz, conforme afirma a ex-ministra Marina Silva. Por isso, antes da votação definitiva, com a antevisão da derrota, iniciaram uma campanha, de irrecusável leitura autoritária, para obter, pelo constrangimento, o veto presidencial.

Marina Silva reflete o ranço autoritário de correntes ambientalistas que jamais quiseram acordo, mas a imposição de suas ideias. O discurso ambientalista segue a clássica frase de Carlos Lacerda ao combater a candidatura de Juscelino: "Ele não será candidato; se for, não vencerá as eleições; se vencer, não tomará posse; se tomar posse não governará".

Não obstante, Juscelino foi candidato vitorioso e cumpriu o mandato.

Comentários

..O outro.. disse…
Eu acredito que mesmo a maioria do congresso sendo a favor da lei, essa questão deveria ser analisada com os olhos voltados ao povo. Se você notar, nas redes sociais e diversos blogs está o maior rebulio, pois quase ninguém quer esse código florestal.
Ciro Siqueira disse…
Produtor rural não tem twitter. Opinião de rede social é apenas opinião das pessoas que usam as tais redes sociais, não é a opinião da sociedade.
Nas democracias o povo se manifesta através poder Legislativo.
No fundo os militantes de internet precisam de noções básicas de democracia.
VETO a uma decisão democrática é DITADURA.

Os produtores rurais precisam se manifestar, se possível resumindo as injustiças sofridas, mandando mensagens para a Presidenta Dilma no link abaixo:

http://www2.planalto.gov.br/presidenta/fale-com-a-presidenta

Quem não se comunica se estrumbica!
Não é correto chamar a Marina Silva de “Ambientalista”

Isto é uma ofensa para os verdadeiros Ambientalistas.

O gênero “Ambientalista” engloba diversas espécies:

Eu me alinho no “Conservacionismo” que vê a natureza junto com o ser humano e busca o Desenvolvimento Sustentável, preservando parte da Natureza de forma racional e eficiente.

Há os “Ignorantes Bem Intencionados” que acham nobre e necessário Preservar, mas não sabem do que estão falando e não tem noção da realidade, nem da sua própria pegada ambiental e muitas vezes se revoltam se obrigados a rever seus impactos como no caso das sacolinhas dos supermercados de SP.

Há quem se alinhe no “Preservacionismo” que vê a natureza sem o ser humano e quer preservar tudo, mas ainda tem racionalidade e bom senso.

Há os “Radicais Fundamentalistas” que vêm o Preservacionismo como um dogma e querem preservar tudo, mas não tem racionalidade e nem bom senso.

Há os “Falsos Ambientalistas”, os lobos em pele de cordeiro que se abrigam sob o manto nobre da Preservação para defender interesses inconfessáveis e estão de má-fé.

Etc.

Eu diria que a Marina Silva está mais para “Ambientalista Radical Fundamentalista” ou “Falsa Ambientalista”.
Nas redes sociais a maioria se enquadra na espécie "Ambientalista Ignorante Bem Intencionado".

Eles viram algum "Ambientalista Radical Fundamentalista” ou “Falso Ambientalista” e acham nobre e necessário Preservar, mas não sabem do que estão falando e não tem noção da realidade, nem da sua própria pegada ambiental e muitas vezes se revoltam se obrigados a rever seus impactos como no caso das sacolinhas dos supermercados de SP.

Se tivessem um mínimo de noção, dariam prioridade para mudar seu próprio estilo de vida, reduzindo o consumo, reutilizando, exigindo das autoridades a coleta seletiva do lixo, reciclagem total, tratamento total do seu esgoto, aterros sanitários em vez de lixões.

E ainda estariam andando a pé, usando transporte público, comprando carros elétricos ou solares, usando aquecimentos solares, só comprariam produtos certificados, etc, etc.

Isto sim, seria efetivo para Conservar o Meio Ambiente.

Mas não fazem nada disto e querem preservar nas terras dos outros.

De duas uma, é ignorância para os que estão de boa fé ou hipocrisia para os que estão de má fé.
Braso disse…
Boa Ciro, embora esses vagabundos não merecem respostas, temos que repensar e responder a esses urbanos mal instruídos e metidos a bestas, esses postars em vez de lerem o novo código para opinar vão de acordo com artistas da grbo e outras lideranças a serviços da agricultura do 1 mundo(portando recebedores de esmola para sobreviverem com champanhe e picanhas suculentas de elefantes batidos pelos seus lideres)por isso temos que contrapor, pergunto onde esta a CNA na mobilização dos sindicatos rurais?
jerson disse…
as formas democraticas não são as formas do poder, a democracia se faz de baixo para cima e não de cima para baixo não é o poder que impõe a democracia e sim o povo que a proclama, se verem o que foi feito nestes ultimos anos, a consulta a entidades de classe, a doutores,a anbientalistas,a produtores rurais, a clerigos a todos os envolvidos na feitura do novo código florestal e as votações expressivas que o mesmo teve, não se pode dizer que existe rebuliço e que não existe aceitação do mesmo, o que existe sim é pseudoambientalistas, interesses de grandes ongs internacionais e mesmo brasileiras, que querem empurrar para o povo que o código produz desmatamento, óra, se desde o nosso descobrimento ainda mantemos mais de 60% de nossas áreas verdes e nestes últimos anos o reflorestamento e a proteção ambiental cresceu, se compararmos com outros paises que a proteção é quase zero, nós estamos no caminho certo. sem contarmos que o meio rural produziu e é o grande responsavel pelo pib do brasil.
Ana disse…
Ambientalista não persegue outro ambientalista.Não seria por isso que Marina se diz ambientalista, somente para desviar os olhares e sentir-se protegida e em paz com seus negócios madeireiros?