Índios venderam parte da Amazônia para empresa irlandesa por US$ 120 milhões

Índio de shorts.
Foto: Marcello Junior / ABr
Com a benção da Funai, índios Mundurubundas venderam suas terras na Amazônia para uma empresa irlandesa, a Celestial Green Ventures. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, que teve acesso ao contrato, os índios não podem mais plantar ou extrair madeira de suas próprias terras nas próximas três décadas. Os índios levaram US$ 120 milhões e a empresa irlandesa levou um naco da Amazônia brasileira 16 vezes maior do que a cidade de São Paulo. O negócio garante à empresa "benefícios" sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena.

Com o fim do protocolo e Kioto e do mercado oficial de créditos de carbono as transações dessa mercadoria vêm acontecendo no mercado paralelo. Sem regras claras grandes empresas poluidoras, sobretudo na Europa, vem tentando limpar sua sujeira comprando terras em países de intelligentsia miserável como o Brasil. Na Amazônia, vem provocando assédio a comunidades indígenas e a proliferação de contratos nebulosos semelhantes ao fechado com os mundurucus. A Fundação Nacional do Índio (Funai) registra mais de 30 contratos nas mesmas bases.

De acordo com o Estadão, só a Celestial Green afirmou ter fechado outros 16 projetos no Brasil, que somam 20 milhões de hectares, uma área quase o tamanho do Estado de São Paulo.

Sabe o que as academias de ciência do Brasil, a SBPC e ABC, dizem disso? Sabe o que as ONGs dizem disso? Sabe o que Marina Silva e seus Marina's boys dizem disso? Sabe o que o Ministério Público diz disso?

NADA. Absolutamente nada em público. Já nas coxias, sabe lá deus!!

Comentários

Davi Schweitzer disse…
Ciro, se aceitas uma sugestão, coloque os links para as fontes das notícias. Abraço.
Ciro Siqueira disse…
Ponho os links sempre que o tempo permite. Quando não permite não ponho.
Flávia e Wagner disse…
Ciro,
pena que só li esta reportagem agora, mas, serviu para mostrar para muitos que você está do lado do Brasil e não apenas defendendo seu "ganha pão". Parabéns pela coragem e luta incansável.

Wagner Salles