Deputados se recusam a votar lei da Copa e forçam governo a votar o Código Florestal

Novo líder do governo
enfrenta sua primeira
rebelião
Os deputados que defendem do setor rural acabam de inviabilizar a votação da Lei Geral da Copa. Passaram um claro recado ao Governo: Sem votação do Código Florestal não se vota nada. Essa é a única chance da reforma do Código Florestal ser concluída em 2012.

O novo líder do governo na Câmara, Deputado Arlindo Chinaglia (lê-se quinalha) começou o dia falando grosso dizendo que o Governo não quer alterar o texto do Senado. "É evidente que a Rio+20 é vitrine internacional e temos que aproveitá-la bem. A melhor maneira é se pudermos apresentar uma legislação, um novo Código Florestal que sirva como uma boa referência", disse Chinaglia à Veja hoje cedo dando sinais de que se alinharia às ONGs.

Na reunião de líderes que aconteceu hoje a tarde Chinaglia foi informado que se o governo não concordar em alterar o texto do Senado e botar o Código Florestal em votação os deputados não votarão os itens de interesse do Governo. É uma rebelião apartidária em favor da Agricultura nacional.

Agora a tarde Chinaglia amarelou o sorriso e chamou a bancada da agricultura para uma conversa. Segundo informações da Agência Câmara, ao sair da reunião com os líderes da base aliada, Chinaglia, informou que terá uma reunião nos próximos dias com a bancada ruralista para definir um acordo para votar o Código Florestal.

A obstrução dos deputados da agricultura funcionou. Vejamos se Chinaglia vai para a reunião com a bancada da agropecuaria com a mesma posição intransigente do governo.

Comentários

Hugo Castro disse…
Seria muito interessante ver como ficaria o Lago Paranoá (com suas mansões), as Marginais Tietê e Pinheiros (com seu trânsito carregado), a Lagoa Rodrigo de Freitas (seus prédios e trânsito)... para onde iriam as marginais, as casas, os carros? (bem que algum profissional em photoshop poderia fazer estas imagens, seria bem interessante). Ou estes não são rios ou lagos que também mereciam proteção, hein legisladores? Ou a lei, na concepção brasileira, mais uma vez, não se aplica ao Estado ou a grandes grupos financeiros. É um absurdo a lei retroagir e nos obrigar a reflorestar áreas de APP´s, ainda mais às nossas custas, só para agradar gringos, ambientalistas analfabetos, quando nos ditos países desenvolvidos esta APP´s simplesmente não existem... é só observar os rios da França como o Reno), os canais holandeses, o Tâmisa na Inglaterra, e praticamente todos os demais da Europa. Dá vergonha ver a incapacidade dos legisladores de nosso país e de um governo de escrivaninha.
Hugo Castro disse…
Seria muito interessante ver como ficaria o Lago Paranoá (com suas mansões), as Marginais Tietê e Pinheiros (com seu trânsito carregado), a Lagoa Rodrigo de Freitas (seus prédios e trânsito)... para onde iriam as marginais, as casas, os carros? (bem que algum profissional em photoshop poderia fazer estas imagens, seria bem interessante). Ou estes não são rios ou lagos que também mereciam proteção, hein legisladores? Ou a lei, na concepção brasileira, mais uma vez, não se aplica ao Estado ou a grandes grupos financeiros. É um absurdo a lei retroagir e nos obrigar a reflorestar áreas de APP´s, ainda mais às nossas custas, só para agradar gringos, ambientalistas analfabetos, quando nos ditos países desenvolvidos esta APP´s simplesmente não existem... é só observar os rios da França como o Reno), os canais holandeses, o Tâmisa na Inglaterra, e praticamente todos os demais da Europa. Dá vergonha ver a incapacidade dos legisladores de nosso país e de um governo de escrivaninha.
GEO BSB disse…
Não precisamos cometer o mesmo erro deles... É importante a recuperação de APP's um dia você vai perceber essa importância...
Ciro Siqueira disse…
Prezado GEO BSB,

Qualquer imbecil conhece a importância de se recuperar APP. O que a maioria dos imbecis não reconhece é que isso, por si só, não basta.
É preciso achar uma solução pra a recuperação de APPs sem esculhambar a produção agrícola.
Nunca defendi neste blog á esculhambação das APPs. O que eu defendo aqui ferrenhamente é que não se preserve as APPs a qualquer custo, como querem os Talibãs da clorofila.