Ibama persegue produtores rurais. Veja três exemplos:

O ecoxiita Carlos Minc, ex comunista,
ex ministro do meio ambiente.
Foto: Antônio Cruz/ABr
No final do ano passado o legislativo votou democraticamente uma lei determinando que empreendimentos licenciados por órgãos ambientais estaduais deveriam ser fiscalizados pelos órgão licenciador e não pelo Ibama. A motivação da lei foi o comportamento xiita do Ibama que abordava empreendimentos legais, devidamente licenciados, multava os proprietários, embargava a área, criava problemas capitais aos empreendimentos, depois percebia que era tudo legal, respaldado por uma licença do árgão ambiental do Estado.

Mas se tem uma coisa que ambientalistas xiita detesta é lei democrática, votada no Congresso. Os fundamentalistas do Ibama acharam um "jeitinho" para burlar a lei.

"A lei sancionada no final do ano não tira o Ibama da jogada, como muita gente imaginou", disse ao jornal O Estado de São Paulo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Ramiro Martins-Costa. "Certamente vai haver questionamento jurídico, mas entendemos que, embora prevaleça a multa do órgão estadual, o Ibama não está impedido de autuar", completou.

Entenderam? O xiita do Ibama sabe que está a margem da lei, mas e daí? Dane-se? O produtor rural que vire para se livrar da perseguição do órgão.

Segundo a reportagem, só em Mato Grosso, 15 proprietários foram notificados por desmate ilegal nos municípios de Feliz Natal, Nova Ubiratã, Vera, Itanhangá e Tapurah. Se não apresentarem autorização concedida pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, também serão multados. Entenderam? O Ibama notificou 15 produtores rurais por desmatamento ilegal, mas não sabe se era mesmo ilegal. Se o o produtor tiver licença da SEMA do Mato Grosso, aí o Ibama, depois de esculhambar a vida do produtor, vai pedir desculpas e seguir a vida.

A operação dos xiitas do governo, fundamentada na elisão da lei aprovada pelo legislativo, se estendeu por regiões de outros três Estados brasileiros: Amazonas, Maranhão e Pará. Foram lavrados 203 autos de infrações por algo que não passa de suspeita de crime ambiental.

A turma do Ibama se baseou num dos dispositivos da lei que diz que a União não está impedida de fiscalizar. O dispositivo determina, no entanto, que prevalece o auto de infração ambiental lavrado pelo órgão estadual. "O Estado pode ir lá multar também e, nesse caso, valerá a multa do órgão estadual, ainda que tenha valor mais baixo", avaliou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama.

Para você que acha que o Ibama só multa desmatador:

A fazenda Boa Sorte, em Paragominas, foi usado pelo governo do Estado do Pará para o lançamento do programa do governo do Estado à agricultura na região. A colheita da primeira safra de arroz, plantado por produtores que vieram do sul a convite do governo, foi simbolicamente iniciada pelo governador do Estado. A fazenda tem Reserva Legal, mas foi embargada pelos xiitas do Ibama. Até hoje seu proprietário depende de ações na justiça para continuar produzindo 65 toneladas de soja por hectares em áreas antes ocupadas por pastos degradados.

Para você que é um urbanóide e não entende o que isso significa. Produzir 65 t/ha de soja em área de pasto degradado, significa intensificar o uso de áreas alteradas na Amazônias. Intensificar o uso de áreas alteradas na Amazônias é, de acordo com as próprias ongs xiitas, a saída pra o fim o desmatamento na Amazônia.

Vocês entendem a gravidade disso? Os xiitas do Ibama multam e embargam até as soluções sustentáveis tocadas por iniciativa e com incentivo público.

Você acha que isso é pouco? É porque você não conheceu, como eu conheci pessoalmente, o Sr. Afonso Simões. Eu recebi das mãos enrugadas e calosas do Seu Alfredo uma papel velho, amarelo, fino, gasto pelo tempo. Era uma autorização do IBDF, órgão que deu origem ao Ibama, dando a ele autorização para desmatar 50% da fazenda dele. E recebi das mesmas mãos enrugadas, calosas e, naquele momento, trêmulas, um outro papel, novo, uma autuação do Ibama acompanhada de uma multa pela ausência dos 80% de Reserva Legal na fazenda dele.

A fazenda do Seu Afonso é uma das mais produtivas onde eu já tive a honra de botar meus dois pés miseráveis. Um chapadão mais planto e regular do que uma mesa de bilhar. Terra pra sete toneladas de milho sem esforço. Anos atrás era pasto com taxa de lotação inferior a uma cabeça por hectare. Mesmo assim, mesmo sendo resultado de esforço duro de intensificação do uso do solo, mesmo tendo sido desmatada com autorização do Estado, seu Afonso foi multado e teve a fazenda embargada por um bando de fundamentalistas do Ibama. Mais do que fiscais de um órgão público, eram jihadistas.

Seu Afonso morreu ano passado. Tinha mais de 70 anos. Tava trabalhando quando teve um mal estar e morreu dentro da pick-up percorrendo os 450 km entre a fazenda embargada dele e o hospital mais próximo. No dia em que o Seu Afonso me mostrou o papel amarelo do IBDF, dois ou três anos antes de morrer, lembro de ter visto nos olhos dele a revolta diante do absurdo.

No mesmo dia ele me mostrou também um decisão judiciar, liminar, dando a ele o direito de colher a safra. Você sabe o que significa investir na transformação de uma área de pasto extensivo em agricultura de ponta e depender de uma decisão liminar para colher a safra? Você sabe o que é desmatar com incentivo, autorização e financiamento do governo e ser multado porque obedeceu?

Você acha bonitinho o Ibama se desviar de uma lei para continuar essa jihad??

Em tempo, não que o Ibama não tenha que punir e multar desmatador. Mas os jihadistas do órgão público não conseguem mais distinguir um desmatador de uma agricultor e é aí onde jaz o problema.

Comentários

Luiz Prado disse…
De repente, alguem do Ibama tem interesse em quebrar o produtor para comprar a terra...
Luiz Henrique disse…
É revoltante ver uma estória como esta do Seu Afonso, que país é este que trata um cidadão como bandido e bandido como cidadão. Pessoas como o Seu Afonso tinham de ser homenageadas pelo estado e não perseguidas até a morte, mas aqui acontece ao contrario, bandidos e usurpadores do erário publico é que são homenageados.
emanuel disse…
> Ciro, seu blog é excelente; leio atentamente e guardo muita coisa! Sugiro, se é que isto ainda não esta sendo feito, que ele chegue á Frente Parlamentar da Agropecuaria e CNA, pessoas que tem voz no Congresso para punir esses abusos da IBAMA. No Brasil, produtor rural é bandido com a conivencia dos Presidentes da Republica, sem exeção!
Flávia e Wagner disse…
Caros leitores deste eficaz blog,

entendi, lendo esta matéria, que os jihadistas do IBAMA, como se vê já faz um bom tempo, conduzem o uso e ocupação do solo brasileiro ao seu bel/maligno prazer, ou seja:
-Não respeitam a soberania dos Estados da Federação nem a Lei quando multam em bis in idem (duplicidade de autuação)e ainda embargam/interditam as atividades com o claro objetivo de travar a produção/desenvolvimento;
-Não acatam os documentos do seu próprio punho(autorizações/licenças do IBDF que o precedeu), quando a norma permitia o desmate de até 80% do imóvel e ainda multam, embargam/interditam as atividades com o claro objetivo de travar a produção/desenvolvimento;
-Não respeitam o uso do solo em áreas com desmatamento histórico (anterior a 1965), multam e passam o problema para os procuradores da AGU - Advocacia Geral da União que, geralmente, usando o espírito de corpo, deixam os processos migrarem para a Justiça, com o claro objetivo de travar a produção/desenvolvimento...
Até quando viveremos com isso? Será que isso não afastará os investimentos?

Wagner Salles
Braso disse…
Não são mais os comunistas que comem criancinhas, o comunista Aldo Rebelo querer sal valas e o IBAMA comê-las.rsrsrsr
Selso disse…
Ciro, acho que tem que corrigir o "65 toneladas por hectare" e "65 t/ha".

abraco
fonseca disse…
Viu a maioria dos grandes políticos tem grandes fazendas desmatadas, estourou, o senador João Ribeiro( PR )é acusado de trabalho escravo em sua fazenda e a sua alegação é que ele é apenas o dono, não gerencia a fazenda, se o IBAMA acusa está errado ( só em algumas cabeças)
Ciro Siqueira disse…
Bandido, assim como os idiotas, têm mesmo que ser perseguidos.
Não é uma questão de liberar criminoso é uma questão de não punir inocentes.
Os fundamentalistas ambientais do Ibama não conseguem diferenciar um produtor rural de um criminoso ambiental, assim como você não consegue separa um agricultor do João Ribeiro.
O problema não é punir os criminosos. O problema e punir trabalhadores cujo único crime é carregar a pecha de criminoso.
fonseca disse…
Um ser humano sabe que desde 1935 existe uma lei que rege sua profissão e seu trabalho, se andar dentro desta leis até o STF o protegerá e ainda será abençoado por Deus, por ter protegido tudo aquilo que deixou em suas mãos