Erramos ao exigir 30 metros, dizem ambientalistas

Antes da queda, Lúcifer era um dos
mais belos anjos do céu.
Foto: José Cruz / ABr
A turma de ongueiros da Dona Marina Silva tornou público hoje um documento em que fazem sugestões de emendas ao Código Florestal. Em um determinado trecho o documento justifica a redução de APPs para pequenos produtores afirmando: "Para um pequeno agricultor a recuperação de 15 metros a mais ao longo dos rios que cortam sua propriedade pode ser inviável, seja por falta de espaço, seja por falta de recursos."

Marina Silva e as ONGs não começaram a fazer ambientalismo hoje. Essa turma passou as últimas quatro décadas exigindo que pequenos agricultores recuperassem 30 metros de APP, jogando sobre eles os rigores do Ibama, apoiados por radicais no Ministério Público. Muitos pequenos agricultores, diante das exigências da lei, tiveram que deixar suas terras, muitos como a Ana que participa aqui do blog, tiveram que demolir suas próprias casas por estarem a 28 metros do rio.

O bispo de Jales, Dom Demétrio Valentine, escreveu sobre isso: Outro equívoco, que acaba assumindo ares de preconceito, se refere à relação entre agricultura e meio ambiente. Sobretudo pela maneira como foram tratados os pequenos agricultores. Eles pareciam ser vistos como inimigos do meio ambiente. Chegou-se a uma espécie de "criminalização” dos pequenos agricultores, como se eles fossem os responsáveis pela degradação ambiental.

Muitos agricultores foram acusados de crimes ambientais, e multados severamente, em episódios em que os agentes do Estado usaram de prepotência contra pessoas simples, com atitudes que nem nos tempos da ditadura militar se via.


Agora essa senhora vem a pública dizer que errou? Que exagerou ao impôr 30 metros de APP a pequenos produtores que não tinham como atender? Quando instou o brasileiro urbano sinceramente preocupado com o meio ambiente a endossar isso?

A sociedade brasileira precisa acordar para esse comportamento canalha dos fundamentalistas de meio ambiente da Dona Marina Silva. Eles não tem escrúpulos de ferrar a vida de alguém quando creem que isso é necessário à preservar de qualquer coisa. Acorda, gente! Abram os olhos para o que há de fascista no comportamento dos fundamentalistas ambientais.

Se o Jair Bolsonaro conclamar a sociedade brasileira para uma aventura fascistoide ninguém atenderá porque a má intensão é nítida. Mas se há alguém no país realmente capaz de convencer a sociedade a embarcar numa aventura desumana esse alguém é Marina Silva e sua aura de Madre Tereza.

Clique aqui e leia o documento onde Marina Silva confessa que errou ao exigir dos pequenos agricultores algo que eles não poderiam cumprir.

8 comentários:

Selso disse...

Ciro, concordo com a imensa maioria da coisa que diz, mas quanto ao Bolsonaro acho que erraste. O viés "fascista" está exatamente do do lado oposto. É o movimento gayzista (não todos o gays) que vem inventando e distorcendo falsas estatísticas e tentando clara que discorda do seu comportamento. Estamos num dos países mais tolerantes do mundo, onde travestis e mulheres frutas rebolam seminuas sábados ã tarde para vovós e netinhas verem. Distorcer esta ralidade, achincalhar a fé das pessoas e tentar calar, mediante a ameaça prisão baseada em uma lei que sequer existe, isto sim é que é "fascismo" !! Este negócio de gays, sempre existiu e sempre vai existir, mas não se pode transformo-la em comportamento incriticável. Se tudo se critica e se pode discordar, por que esta conduta não? Isto, no entanto, não implica em em agredi-los. Se alguém os agredir já existe no código civil punição para isso. Não se necessita de lei específica que privilegie determinado grupo. É contra estes forçamentos que brigam o tal do Bolsonaro e outros. Estão forçando as pessoas que não gostam ou não acham certo esta conduta sexual, assim como os ambientalistas forçam a que os produtores cumpram uma lei injusta. Não se trata de moralismo, pois estas condutas dizem respeito à vida privada das pessoas (e na vida privada cada um faz o que bem entende), mas querer impor à toda a sociedade um conduta que vai contra as crenças, gostos, sentimentos da maioria da população, isto sim é "fascismo". abs

osenhortodopoderoso disse...

Antes da queda, Lúcifer era um dos
mais belos anjos do céu.

SATANÁS QUIS SER IGUAL A DEUS, DESEJOU O TRONO DE DEUS, DAÍ COMEÇOU A FAZER A CABEÇA DE MUITOS ANJOS, PROMETETENDO A ELES PARTE DO TRONO DE DEUS.

CONCLUSÃO: TODOS ELES FORAM BANIDOS DO CÉU, DEUS FEZ O PRÓPRIO INFERNO PRIMEIRAMENTE PARA ELES, ENTÃO DE ANJOS DE LUZ, SE TRANSFORMARAM EM DEMÔNIOS E HOJE SE OPÕEM A TUDO QUE É OBRA DE DEUS.

SATANÁS, UM SER INTELIGENTE COM UMA ATITUDE ESTÚPIDA QUE LHE CUSTOU "MORTE" ETERNA.


POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, EXISTEM MUITAS PESSOAS AINDA NOS NOSSOS DIAS QUE AGEM JUSTAMENTE IGUAIS A ESSE SER FEDORENTO.

QUEM QUISER SABER MAIS SOBRE A QUEDA DE LÚCIFER, VEJA O VÍDEO ABAIXO:

http://www.youtube.com/watch?v=jMr2IM3T1pM

Luiz Prado disse...

Eles falam o que é conveniente a cada momento, o que melhor explora o imaginário dos jovens urbanos e os ajuda melhor a captar granas lá fora. Mudam de opinião quando percebem que vão levar uma sova no Conresso, porque não gostam de dizer4 que foram democrativamente derrotados. Trinta metros padrão ainda é uma bobagem. As serras, no Rio de Janeiro, estão cobertas de pousadas sobre rochedos a 15 metros, com altura suficiente para proteger-se de enchentes, e cuidando das margens melhor do que esses caras jamais fizeram. Continuo achando que era melhor ser uma DIRETRIZ, com prazo para se definir o que é o que. Num canyon, 30 metros não quer dizer nada. Eles querem é fazer de conta que estão protegendo interesses sociais com a farsa do "risco ambiental".

Thiago disse...

Estou pasmo pelos absurdos que agente vê na mídia. Mas o que me deixa mais impressionado é que população em geral não teve nem a coragem de ler a nosso código florestal para saber que tudo isso que afirmam é bobagem. O pequeno agricultor tem várias ressalvas no código florestal. Outro ponto muito relevante é que as entidades que representam os pequenos agricultores em sua maioria não apoiam as mudanças no código florestal, simples assim. Quem quer essas mudanças não é o pequeno agricultor, e sim grandes latifundiários que há muito vêm desrespeitando as leis ambientais e agora querem se ver livres das multas e outras obrigações.

Mas o que mais me preocupa é que quem apoia essa mudança no código florestal são pessoas vivendo sobre um dualismo ultrapassado, o da divisão entre produção e preservação ambiental. Como se um fosse necessáriamente excludente do outro. O Brasil têm expandido sua produção enormemente nos últimos anos, sem expandir a fronteira agrícola (não entendeu? se informe antes de falar).

Mas não é para surpresa tamanhos absurdos nos comentários sobre o código florestal, como pessoas homofóbicas como o Amigo Celso, ou outro querendo falar de religião... Com uma mídia dessas, e escolas como as atuais, pessoas com uma percepção da realidade e com capacidade de procurar informações consistentes são quase um milagre (isso, milagre mesmo) na nossa sociedade

Ciro Siqueira disse...

Eu defendo a reforma do Código Florestal e não me apoio sob dicotomia nenhuma.
Produzir e preservar são perfeitamente compatíveis, mas não sob o Código Florestal vigente.
A lei que os ambientalistas adoram atrela burramente uma coisa na outra.

Tiago disse...

"O Brasil têm expandido sua produção enormemente nos últimos anos, sem expandir a fronteira agrícola (não entendeu? se informe antes de falar). " Acho que todo mundo que frequenta esse blog não é leigo no assunto...todo mundo sabe do que você está falando. Mas não se esqueça que o código atual em grande parte não vem sendo cumprido simplesmente por ser impraticável. Grande parte disso que você mesmo destacou está ameaçado se tivermos que cumprir integralmente o que está previsto no código atual.

Ana disse...

O que me deixa revoltada são esses ambientalistas maliciosos confessarem que erraram ao exigirem mais do que o proprietário poderia cumprir. Quantos trabalhadores foram perseguidos, processados e tachados de bandidos. Isto não poderia ficar impune, caberia indenização nos mesmos moldes da época da ditadura militar. Quem passou por esse drama, sabe muito bem o que é uma ditadura ambiental. Ter que derrubar casas pelas próprias mãos e uma delas de propriedade de uma criança de seis anos sob os cuidados dos avós, que tentavam zelar pelo seu futuro, e submeter um senhor de oitenta anos a torturas psicológicas e físicas, levando-o imobilizado para cama, com seqüelas ósseas e musculares pelo trabalho em exaustão. Saber que todo o sofrimento teve origem porque julgaram o lugar como sendo APP. Saber que a rede Globo não mudará seu cenário por causa disso. O Cristo Redentor continuará no topo do morro. As mansões ao redor do Lago Paranoá continuarão em pé em Brasília e todas as mansões em APP de qualquer parte do Brasil. Não! Isto não é justiça. Pode ter qualquer nome, mas justiça não é. Por tudo isso, pelas leis de Deus que aprendi, não pelo cristo estátua, feito pelas mãos dos homens, que ostenta beleza, mas não o que Jesus ensinou, por todos os fenômenos da natureza, pela ação e reação, desejo, de coração, que a todos àqueles que incentivaram e participaram dessa condenação, muitos anos de vida, de discórdia e preocupação. Quanto ao resto, cabe a Deus.

Guilherme Rodrigues disse...

Acredito que todos tem o direito de errar. Mas, para que tenham esse direito que assumam os erros que cometeram e se responsabilizem por eles e pela solução para eles.

Taxar a Marina Silva de Lúcifer é politicagem PURA e, na minha opinião, tirou completamente o foco e a credibilidade do post. Desculpe o meu excesso, porém não gostei do post, por mais que concorde em partes com a crítica.

Não foi a Marina que realizou o 'estudo' que afirmava as restrições a produção. E talvez não tenha sido ela quem patrocinou os 'estudos'. Tem muitas pessoas que deveriam ser responsabilizadas por isso e não serão, agora a Marina que possivelmente (não estou informado 100% sobre o assunto) tentará se candidatr a presidencia em 2014... mas, afirmo que ela como símbolo de toda esta 'luta' deve ser responsabilizada pelos seus ato EFETIVOS nesta luta, e não ser taxada de bandida, pelo simples fato de ter alguem para culpar.

Acredito que nesta MP 571, como uma forma de tornar o Código Florestal (incompleto já no nome, que na minha opinião deveria ser Código de Uso da terra, ou algo assim) mais inteligente. Repito, torná-lo mais inteligente, e não torná-lo O MAIS inteligente. Outras MP's podem ser votadas conforme os estudos se desenvolvam

Concordo plenamente com Ciro Siqueira.