O ambientalismo irresponsável de Marina Silva

Foto de José Cruz da Agência Brasil
Talvez o maior novidade trazida por Aldo Rebelo ao debate sobre meio ambiental no Brasil tenha sido uma forte evidência de falênia do ambientalismo como o conhecemos. Não existe dissidência no movimento brasileiro. Desde o início do movimento é sempre a mesma turma que dá as cartas. Ora dentro do governo ocupando o Ministério do Meio Ambiente, ora fora agitando em organizações não governamentais, são sempre as mesmas pessoas, o mesmo tipo de abordagem da questão, as mesmas soluções.

Antes do atual movimento de reforma do Código Florestal o ambientalismo nunca foi capaz de admitir que a lei precisava de reforma. Os ambientalistas de dentro e de fora do governo sempre acharam que tudo o que faltava era mais polícia, mais cobrança para a que lei, vista como uma das melhores do mundo, fosse integralmente cumprida pelo produtor rural. Todas as manifestações de incapacidade dos produtores rurais de cumprirem à lei receberam um tratamento maniqueísta e foram interpretadas como mera reação de gente habituada a destruir o meio ambiente.

A essa atitude irresponsável somou-se o comportamento acrítico da imprensa. Sendo o ambientalismo algo do bem nunca foi questionado em seus métodos. O ambientalismo deita e rola sobre essa atitude medíocre da imprensa urbana. A estratégia agora é fazer de Marina Silva um ícone cuja sombra possa acobertar a mesma atitude irrresponsável.
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Marina Silva está virando uma espécie de Dalai Lama, de Madre Tereza de Calcutá. Alguém cuja aura de quasi santidade é capaz de abafar ou esconder qualquer asneira proferida, qualquer desumanidade escondida em sonhatismos.

Marina Silva foi a ministra do meio ambiente quando o Estado se lançou contra o desmatamento da Amazônia. A estratégia era asfixiar a economia predatória, mas sem nenhuma preocupação em deixar qualquer cosia no lugar. Salvar a Amazônia dependia de fechar as serrarias largando os trabalhadores desempregados na sombra da floresta protegida. Por anos Marina ocupou o Estado brasileiro de tornar a miséria dos brasileiros da Amazônia ainda mais miserável.

Agora Marina Silva está engajada em barrar a reforma do Código Florestal. Qual é a proposta de Marina Silva para os problemas de aplicação da lei? Nenhuma. Não há proposta. Marina e seus ambientalistas querem a não reforma. Querem o Código Florestal vigente, o Código Florestal que inviabiliza a produção, que oprime o produtor, que retroage sobre quem agricultou áreas legalmente no passado, que exige a destruição de áreas agrícolas para adequação legal dos imóveis. O ambientalismo de Marina Silva e seus garotos é irresponsável e inconsequente.

Marina Silva está empenha em usar sua imagem e a Conferência da ONU, Rio+20, para forçar a Presidente Dilma a vetar um texto democraticamente aprovado pelo Congresso Nacional. Segundo a Agência Estado, Marina Silva disse na semana passada: "Temos de ficar mobilizados para que Dilma tenha força política para vetar. A Rio+20 é nosso grande trunfo para ter um bom texto para o Código Florestal". É um acinte à própria democracia, mas Santa Marina Silva pode.

A sociedade brasileira precisa acordar para o que há por trás do ícone de bondade absoluta de Marina Silva. O Brasil precisa de um ambientalismo comprometido com o povo brasileiro, com a preservação responsável dos recursos naturais, com a preservação do homem e não apenas de uma floresta de miseráveis.

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Comentários

Luiz Prado disse…
Coitada da Marina.. tão medíocrezinha, faazendo-se de vestal de alguma coisa.