Código Florestal e o embuste de Marina Silva e seus fundamentalistas

Caros, enquanto os ambientalistas de Marina Silva lutam contra o Relatório de Aldo Rebelo, o que significa lutar pela destruição de áreas agrícolas para recuperação de Reserva Legal, veja o que vai no Editorial do Estadão de hoje:
O Brasil terá muito a ganhar como grande exportador de alimentos, nas próximas décadas, se a evolução do mercado internacional confirmar as projeções da Agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - e o governo brasileiro limitar a influência dos inimigos do agronegócio. Os preços agrícolas continuarão elevados e em 2020 serão provavelmente mais altos do que em 2010, em termos nominais e reais, segundo aqueles estudos, preparados para subsidiar discussões e decisões políticas do Grupo dos 20 (G-20), formado pelas maiores economias avançadas e emergentes.
...

Segundo o estudo da FAO e da OCDE, os preços das carnes poderão subir 50% até o fim da década. As cotações dos grãos poderão aumentar até 20%. [...]. Um relatório divulgado no começo de junho pela FAO contém estimativas para mais de quatro décadas: por volta de 2050 a população mundial terá chegado a 9 bilhões de pessoas e a demanda de alimentos terá crescido entre 70% e 100%.
...
Talvez nenhum país tenha mais condições do que o Brasil para atingir por conta própria vários desses objetivos. O aumento da produtividade tem permitido poupar recursos naturais, a começar pela terra. Biocombustíveis coexistem com safras crescentes de alimentos. A produção de carnes é altamente competitiva. Mas, para tirar o máximo proveito das novas oportunidades do mercado global, o País precisa ampliar o investimento em pesquisa, racionalizar a tributação, eliminar os gargalos da infraestrutura e garantir a segurança do produtor profissional. Assim o Brasil não sofrerá maiores abalos, mesmo num cenário global menos favorável.”
Leia o editorial na íntegra: Comida para o mundo
É preciso alertar a sociedade de que o Código Florestal vigente exige a DESTRUIÇÃO DE ÁREAS AGRÍCOLAS para recomposição de Reserva Legal. Foi esse problema da lei que suscitou o movimento político - para além da bancada “ruralista” - de 411 deputados de todos os partidos, maioria absoluta e legítima do Poder Legislativo. Foi esse problema da lei que o Deputado Aldo Rebelo procurou resolver com o seu relatório.
A turma da Marina e os ambientalistas do governo não se importam com esse efeito do Código Florestal. Para eles, mesmo com o cenário desenhado no editorial do Estadão, destruir cultivos agrícolas é um preço aceitável. João de Deus Medeiros, um dos Marina’s Boys que ainda faz parte do Ministério do ½ Ambiente, chegou a declarar no próprio Estadão sobre o Código Florestal: “se for preciso arrancar plantações para recompor florestas, isso será feito.” (Clique aqui e veja você mesmo). Eles escondem isso da sociedade porque sabem que é impopular. Temos que mostrar isso aos brasileiros urbanos.
Se você está chegando agora nesse debate do Código Florestal leia esse outro texto do Estadão e entenda de que forma o Código Florestal impõe a destruição de plantações para replantio de florestas: O que há de errado com o Código Florestal

Comentários

Luiz Henrique disse…
Marina joga contra suas origens quando é contraria a isenção de RL em propriedades de até quatro módulos, joga contra seu país quando apóia interesses externos.
Ninguém é contra a preservação e os Xiitas fundamentalistas estão sabendo se aproveitar disso, haja visto o modo que foi feita a pesquisa no Datafolha, por que não perguntam a população se são a favor da diminuição da oferta de alimentos em favor de um aumento de Reservas Florestais ? Se estão a favor de pagarem um custo mais alto em alimentos em prol da preservação.
O que dá o preço é o mercado, ou seja, a oferta e procura, é lógico que o Agricultor produzira menos, o preço compensara isso e quem pagara a conta da preservação será a ponta da cadeia, ou seja, o consumidor. É esta informação que é necessária que seja dada a população.
Salvador disse…
Ciro, vc há algum tempo perdeu o juizo, passou a incitar ódios, a sua abordagem não está ajudando em nada a questão, ao contrario, aliou-se ao que há de mais reacionário. A sua razão dormiu. A conclusão da sua e das demais pregações é que devemos cometer os mesmos erros dos gringos para ter uma TV LCD 3D. Acho mesmo que estou escrevendo pras paredes, vc é o moderador.
Ciro Siqueira disse…
Salvador,

Minha abordagem não está ajudando a SUA questão e é exatamente essa a idéia.
Grato por sua participação no blog.

Sds,
PRECISAMOS SIM E URGENTE,

LIVRAR-NOS DESTAS ONGs

INTERNACIONAIS!

É PORCAUSA DELAS QUE NOSSAS

TERRAS ESTÃO SENDO AMEAÇADAS, ALÉM

DO MAIS, ELAS AGEM COMO SE

ESTIVESSEM COM PRESSA DE ALGUMA

COISA, PARECEM DESESPERADAS, POIS

PERCEBEM A EXPLOSÃO DA NOSSA

AGROPECUÁRIA.

NA REALIDADE, SÃO OS PAÍSES RICOS

QUE ESTÃO DESCONFORTÁVEIS COM A

RÁPIDA EXPANSÃO DE NOSSA

PRODUÇAO ALIMENTAR.

BEM, O MAIS COMPLICADO É SABER O

QUE SE PASSA COM MARINA SILVA, O

PORQUÊ DELA LUTAR ASSIDUAMENTE

CONTRA SEU PRÓPRIO PAÍS.

HÁ POSSIBILIDADE DELA NUTRIR

SONHOS DE SER FAMOSA

INTERNACIONALMENTE, MESMO QUE PARA

ISSO TENHA DE "DESMATAR" O NOSSO

PROGRESSO.

ALGUÉM TEM DE FAZER ALGUMA COISA,

ANTES QUE ELA CAUSE AINDA MAIS

DANOS A AGRICULTURA!!!
Salvador disse…
Uma imensa area entre MG e RJ está há décadas entregue a vadiagem rural, a uma pecuária abusivamente improdutiva, se fosse ocupada, produziria horrores para toda a região. As cidades detonaram as APPs e as RLs sucumbiram aos loteamentos. O modelo predatório e agroexportador vai encontrando cada dia mais obstáculos de mercado e a consolidação deste novo CF ajuda tudo isso a se consolidar e mais alguma coisa. A pregação do ódio não ajuda nem a mim e nem a vc, mas eu tenho ciencia de até onde esse ódio vai.
Ciro Siqueira disse…
Salvador,

"vadiagem rural", "pecuária abusivamente improdutiva", "cidades detonaram as APPs e as RLs sucumbiram aos loteamentos", "modelo predatório e agroexportador"... é desse ódio bocó que você tá falando?