Debate no Canal Rural - Olivi e Ramalho cairam numa armadilha

Cacetada! O Sergio Leitão do Greenpeace destruiu o Cesário Ramalho da SRB no debate sobre o Código Florestal no Canal Rural. Se o João Batista tivesse me dito que o representante do Greenpeace seria o Leitão eu teria dado o alerta. Sergio Leitão é uma águia.

Leitão, falou um monte de besteiras. Chamou o Edmundo Navarro de Andrade de Eduardo e o Alceo Magnanini de Magnânimo, disse para uma platéia de produtores rurais que o Código Florestal é bom e que o governo e os ambientalistas tem toda a boa vontade de passar uma vaselina para que os produtores possam se render aos seus encantos de forma menos dolorosa. Leitão disse que Rebelo não ouviu ninguém, quando o próprio Leitão foi ouvido pela Comissão Especial e nem Olivi nem Ramalho disseram nada.

Sergio Leitão é treinado para debates como esse. É pela capacidade de dominar debates quentes que o Greenpeace paga caro a ele. Ele não deixou ninguém concluir nenhum raciocínio, tentou (e conseguiu) irritar Ramalho para desestabiliza-lo e dificultar a argumentação lógica. Ele dirigiu o debate para os temas que escolheu e sobre os quais gostaria de falar. Apesar de só ter falado bobagens, Leitão destruiu Ramalho e Olivi. Isso é péssimo à luta que se avizinha, derruba o moral dos produtores que assistiram ao debate. O pessoal do canal rural ajudou. Não puseram no ar a minha pergunta que foi pensada para tirar Leitão da zona de conforto.

Meu recado aos produtores é o seguinte. Não se apequenem. Leitão venceu o debate sofismando, usando da retórica para dar ar de verdade a mentiras claras. Os fatos ainda estão do lado dos produtores rurais. Fica o alerta para a evidência de que nós precisamos nos qualificar para discutir esse tema ou os ambientalistas nos atropelarão, mais uma vez. Eles são treinados para isso e nós precisamos, para o bem do Brasil e do povo brasileiro, estar a altura desse debate.

Comentários

Ciro Siqueira disse…
Em tempo, amanhã haverá outro debate no Canal Rural. Um dos debatedores será o Deputado Aldo Rebelo, o outro deve ser André Lima, ex advogado do Ipam. André também não é não é fácil, mas não chega aos pés do Leitão. Foi candidato a deputado federal pelo PV no DF, andou pendurado na barra da saia da Marina Silva pra cima e para baixo e conseguiu 3 mil e poucos votos... todinhos.
Mas é advogado, o que dá a ele a habilidade de sofismas e tergiversar quase que naturalmente. Sugestão para o Olivi: pulso no controle do espaço de cada um, não deixe, como hoje, um interromper o raciocínio do outro.
Ana disse…
Sobre o debate de hoje, Sérgio Leitão, mais atrapalhou que se expressou. Sentia-se tremendamente inseguro, agarrando-se aos anos 1930. Naqueles anos que se vão longe, o Brasil possuía 37 milhões de habitantes, hoje, 192 milhões, outra realidade. Não teve respostas para as perguntas, embora reconhecendo a necessidade de se mudar o código não acatava sugestões. Muito contraditório, com argumentação retrógada de mil novecentos e bolinhas. Estava na cara que ele se defendia como quem sabe que perderia uma fortuna.
Ana disse…
Acho que o deputado Aldo Rebelo vai debater com três adversários, porque um é pouco.Não perco por nada.
Fendel disse…
O Olivi tem que ser mais enérgico com estes falastrões. Não pode dar tanta oportunidade a estes bandidos.
Luiz Henrique disse…
Eu nunca vi alguém falar tantas inverdades no ar como este projeto de porco do Greenpeace, este Leitão é um tremendo mentiroso, insiste em mentiras na esperança de confundir o telespectador que não conhece a realidade do produtor rural.
Não é o Sérgio Leitão que é uma águia. Os outros é que são completamente despreparados.

Isto não é debate, é uma conversa de surdos que não podem dizer quais são seus objetivos reais.

Um debate produtivo pressupõe que os debatedores defendam objetivos diferentes, mas estejam de boa fé, para buscarem pontos de consenso e, nos pontos conflitantes, reduzirem as diferenças construindo convergências.

É essencial que a solução final seja Sustentável, ou seja Ecologicamente Correta, Economicamente Viável, Socialmente Justa e Culturalmente Aceita.

Enquanto um dos lados quiser impor uma solução InSustentável, não vai funcionar, pois não será Culturalmente Aceita.

O objetivo deveria ser o Desenvolvimento e a Preservação, Justos e Sustentáveis.

A atual Legislação Ambiental – LA - é INTRINSECAMENTE INJUSTA, pois impõe aos possuidores todo o ônus da Preservação sem um Justo Pagamento pelos Serviços Ambientais.

Dá vantagens injustas aos privilegiados urbanos, consumidores das classes média e rica, que são os reais causadores da devastação, poluição, aquecimento global, etc, pois ninguém produz se não houver quem compre. Estes nada pagam pelos Custo Ambiental do que consomem, não recompõem as RLs e APPs em suas propriedades urbanas, nada preservam, não cumpriram e continuam não cumprindo a LA nos novos empreendimentos.

Pune quem Preservou ao impedir o uso econômico de áreas preservadas, enquanto premia quem Desmatou ao permitir o uso nas áreas desmatadas.

Inviabiliza a ocupação residencial sustentável nas periferias das cidades, induzindo os pobres à uma ocupação ilegal e descontrolada, levando à favelização e devastação total.

Pelo acima exposto, A ATUAL LA NÃO OBEDECE OS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA SUSTENTABILIDADE não sendo Culturalmente Aceita, pois é Socialmente Injusta, Economicamente Inviável, Arbitrária, Irracional, sem Fundamentos Técnicos nem Científicos, Ineficaz, Inaplicável, etc, etc...

Infelizmente, o projeto do Aldo Rebelo não resolve os problemas acima expostos

Neste debate, nenhum dos lados está bem intencionado, nenhum deles busca o Desenvolvimento e a Preservação, Justos e Sustentáveis.

Vinícius Nardi
v.nardi@ig.com.br
Ana disse…
Sobre o debate com o deputado Aldo Rebelo e o ambientalista André Lima:
O ambientalista André Lima não concorda com Aldo Rebelo sobre as anistias propostas pelo deputado dizendo que não se pode zerar o que foi feito de errado e nem transformar o código florestal em código rural. Neste raciocínio, sugere-se um código que abranja as cidades também. Voltando às anistias, se não se pode zerar o passado pelos supostos erros cometidos pelos agricultores então devemos incluir os erros cometidos nas cidades também e não anistiar ninguém? Pareceu-me paradoxal o discurso quando ao mesmo tempo em que defende um código que não seja somente rural, enfatizar que as cidades não necessitam do código.