Polícia Ambiental prende trabalhador rural no Mato Grosso do Sul

O fascismo moderno tem
outra cor
A Polícia Militar Ambiental fechou ontem à tarde uma carvoaria que funcionava dentro do assentamento do Incra, Tamarineiro I, em Corumbá no Mato Grosso do Sul. No lote de José Gomes Borges, 47 anos, havia desmatamento, porte e uso de moto serra, armazenamento de madeiras, fornos para produção de carvão e outro forno em construção.

Todas as atividades foram paralisadas. José foi multado em R$ 2,8 mil, preso e responderá por crime ambiental. As penas previstas são: detenção de seis meses a um ano por desmatamento, detenção de um a seis meses por produção de carvão, detenção de três meses a um ano por porte de moto serra, detenção de seis meses a um ano por armazenamento ilegal de madeira, além das multas cabíveis.

As informações são do Portal Aquidauana News.

Perguntas:

José Gomes Borges tinha assistência técnica para produção "sustentável"?

José Gomes Borges tinha crédito para produção "sustentável"?

José Gomes Borges tinha alguma alternativa de produção que não fosse crime ambiental?

Isso não é ambientalismo...

O que a Polícia Ambiental fez com José não é ambientalismo. Isso é canalhisse pintada de verde. Crime é enfiar milhares de "Josés" na floresta, não dar alternativas sustentáveis e prendê-los por se virarem para sobreviver longe da periferia das grandes cidades.

O que o governo faz com os milhares de Josés nos ricões desse país, a pretexto de preservar o meio ambiente, é uma violência. Uma violência endossada pelo brasileiro urbano que ignora a situação real do campo e se pauta por ambienalistas de colarinho branco.

É preciso conversar, é preciso contemporizar, é preciso buscar o caminho do meio. Mas também é necessário denunciar o tratamento fascista que a polícia ambiental do governo dispensa ao setor rural. Chega de se calar ante a esses crimes. Alguém precisa denunciar os excessos dos fundamentalistas do verde.

Comentários

Luiz Prado disse…
Resposta: o cara não tinha o dinheiro da cervejinha dos canas! Por serem PM Ambiental, não são menos corruptos e truculentos que os demais.
MARCIO disse…
Eu ja vejo diferente ao Luiz Prado, a lei esta ai para ser cumprida se a mesma diz que e crime dematar sem a devida autorizacão, independentemente de quem seja tem que pagar pelo que cometeu, seja um sem terra "que agora tem terra para desmatar e destruir o meio ambiente que nos resta", tem que ser responsabilizado sim em todas as instancias e antes que isto torne uma pratica comum entre os ditos sem terras
Ciro Siqueira disse…
Caro Marcio,

A questão não é essa. É claro que quem comete crime tem que ser punido pelo crime que cometeu. O que se argumenta nesse post é que a definição de crime nesse caso é absurda.
O Estado não dá nenhuma outra opção de vida a gente como esse assentado não seja a que ele escolheu.
O Estado só vai no assentamento multar e prender o crime. Ninguém vai orientar, financiar ou ensinar as tais alternativas sustentáveis.
O que se argumenta nesse post é que não é legítimo exigir preservação de quem não tem como viver a não ser vilipendiando o meio ambiente.
eduardosr disse…
A questão é que para a sociedade brasileira é mais facil aceitar esse cidadão roubando, matando, estuprando e traficando pois quanto à isso não tem ongs financiadas exteriormente para manipular a opinião publica.Alem do mais isso não contraria interesses economicos de outros paizes, ao contrario ajuda.
Desinformado disse…
Se não existisse leis que tenta impedir a produção não sustentavel das carveiras, ae vai virar barbarie! Para vc abrir um empreendimento, no minimo vc tem que conhecer as leis!
Desinformado disse…
Caro Ciro
"O Estado não dá nenhuma outra opção de vida a gente como esse assentado não seja a que ele escolheu."
Isso não justifica a ação criminosa!
Pois na favela o trafico impera porque o Estado não dá nenhuma opção de vida aos moradores, péssima infraestrutura, escola, saúde, etc...!

"O que se argumenta nesse post é que não é legítimo exigir preservação de quem não tem como viver a não ser vilipendiando o meio ambiente."
Então só quem tem dinheiro deve preservar?
Ciro Siqueira disse…
Não, caro Desinformado.
Quem tem dinheiro deve preservar e deve prover alternativas sustentáveis a quem não tem, orientar, induzir essas alternativas.
Mandar apenas a polícia não é ambientalismo é canalhice moralização por uma demão de verde, é desumano, é fascista.
Ambientalismo é outra coisa.