O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cancelou mais de 5 mil registros imobiliários rurais no Estado do Pará. Com a medida, os proprietários ficam impedidos de vender a propriedade ou utilizá-la como garantia em transações bancárias. Os financiamentos para intensificação da pecuária e recuperação de Reserva Legal também ficam impossibilitados.
A decisão do CNJ tem o objetivo de inverter o ônus da prova no que tange regularidade do título da terra. Como a justiça é incapaz de diferenciar o grileiro criminoso do proprietário legal, o CNJ resolver tratar todos, inclusive os inocentes, como criminosos. Quem não for culpado é que tem que provar a própria inocência no justiça.
A decisão da CNJ criou numa só canetada mais de 5.000 posses irregulares só no estado do Pará. Muitas dessas novas posses são propriedades legítimas cujos donos, agora considerados previamente como criminosos, terão que provar na justiça que são inocentes. Essas 5.000 novas posses perderam o acesso ao financiamento público inclusive aqueles destinados à recuperação da Reserva Legal, reflorestamento ou intensificação de pecuária.
Clique aqui e leia à solicitação ao CNJ para a criação das posses na Amazônia
Clique aqui e entenda um pouco mais da confusão
Em tempo, se conselho fosse bom ninguém dava.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagens populares
-
Caros, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Relatório Rebelo instituindo um novo Código Florestal brazuca. O texto legaliza o uso de...
-
A Procuradoria-Geral da República, com fundamento no art. 6°, §1°, da Lei nO 9.882/99 e na Emenda nº 29/2009 do RISTF, solicita a V.Exa. que...
-
O Greenpeace acaba de definir sua estratégia para manter a criminalização da agricultura nacional. A ONG quer que a presidenta Dilma resolva...
-
Financiados por ONGs inter/nacionais grupos minoritários se opõem à projetos de desenvolvimentos nacional. Por Edward M. Luz No i...
-
Caros, ouçam no vídeo que segue um promotor público de Minas Gerais, Carlos Valera, dizendo que o novo Código Florestal, Lei 12.651 vigente,...
-
Veja o vídeo da entrevista do deputado federal Aldo Rebelo no programa Mercado & Cia do Canal Rural. Rebelo foi entrevistado pelo jornal...
-
O lavrador Aotair Molina Abramoski, 48 anos, relata que nem mesmo a venda dos 150 hectares que possui na área de Nova União, distrito de Cot...
-
O governo acaba de anunciar as altarações feitas no texto de reforma do Código Florestal. Como este blogger já vinha dizendo há duas semanas...
-
Eles enganaram a militância Representantes da sociedade civil estarão reunidos no dia 24 de maio (sexta-feira), das 10h às 16h, no audit...
-
O rico estado de São Paulo prepara seus dois primeiros casos de servidão florestal. A servidão funciona assim: um determinado produtor não...

2 comentários:
Em mensagens passadas, eu já havia mencionado que era melhor lutar por uma legislação ambiental justa, do que lutar pela posse da terra. Acho que esta decisão de anular cinco mil títulos de posse no Estado do Para é só o começo, se a coisa não mudar, só Deus sabe o que poderá vir pela frente. Que Deus nos ajude!
Não deixa de ser uma forma do CNJ justificar a sua existência, até agora quase inúti.
Postar um comentário