Agricultura não pode ser tratada como vilã do meio ambiente

Não faz o menor sentido tratar a agricultura como vilã do meio ambiente, diz o pesquisador da Embrapa, Evaristo Miranda em entrevista à Veja.

Doutor em ecologia pela Universidade de Montpellier, na França, Miranda, de 58 anos, diz que o maior desafio brasileiro no campo ambiental é ampliar e melhorar o saneamento básico nas áreas urbanas e rurais. Na entrevista o pesquisador defende o agronegócio e comenta o projeto do novo Código Florestal.

O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 47% de energia renovável, em que 29,5% vêm da agricultura. A cana-de-açúcar gera hoje mais energia – graças ao etanol e à produção de energia elétrica nas usinas com o bagaço – que todas as hidrelétricas juntas. A produção de alimentos está aumentando há trinta anos principalmente devido ao aumento da tecnologia e não à expansão de novas áreas de plantio. As cidades, sobretudo as grandes, são as maiores vilãs do meio ambiente, por sua demanda de recursos, pelo consumismo, pelo desperdício e por todos os impactos qualitativos e quantitativos que geram.

Em relação à proposta de mudança no Código Florestal. Evaristo considera que o relatório do Dep. Aldo Rebelo procura compatibilizar a proteção dos biomas com a legítima e necessária exploração do território nacional, em benefício do povo brasileiro. Ele incorpora novos conhecimentos científicos e reconhece as particularidades de nossos biomas e das diversas agriculturas existentes no Brasil. Ele respeita as áreas agrícolas consolidadas em conformidade com a legislação de seu tempo.

Leia a entrevista na íntegra: Esgosto é o Maior Vilão Ambiental Brasileiro

Comentários

Ciro Siqueira disse…
Contrariamente ao que afirma Evaristo Mirando, eu entendo que a pobreza polui mais do que os esgotos.

Comentário do Prof. Ilton Morais que não consegue publicados por problemas técnicos.

Eu acho que concordo com o Prof. Ilton.