Katia Abreu fala sobre o Código Florestal

Caros, mosqueei e não vi essa entrevista quando ela ocorreu. A Senadora Katia Abreu foi entrevistada pelo jornalista Alon Feuerwerker e falou sobre o Código Florestal. A entrevista ocorreu em fevereiro passado.
Não é tarde para ver. Bom final de semana.

Comentários

v.nardi disse…
Eu não sou ligado ao setor rural e vou falar como um cidadão urbano que vê as mazelas que as Leis Ambientais estão causando nas áreas urbanas das periferias das cidades.
Digo nas periferias porque nas áreas urbanas privilegiadas elas são ignoradas com a conivência de todos inclusive dos Ambientalistas radicais.

Realmente a CNA está se comunicando muito, mas muito mal. Para a opinião pública virou vilã. Acho que tem condições e obrigação de fazer muito melhor.

Da mesma forma acho que a CNA tem sim que contratar bons advogados e questionar judicialmente os abusos e arbitrariedades cometidos contra os pobres e principalmente as Injustiças Sociais contidas em algumas Leis e Resoluções Ambientais.

Minha impressão sobre o que disse a senadora é que ela ainda não sabe o que quer. Sendo ela também representante da CNA, parece que a CNA não sabe o que quer.

Um equívoco é ignorar o que está acontecendo nas áreas urbanas onde milhões de brasileiros estão morando na informalidade porque as áreas Legais ficam fora do alcance dos pobres.
As Leis Ambientais valem também para as áreas urbanas e impedem o uso de muitas áreas nas periferias que poderiam ser usadas de modo sustentável com parte Preservada e soluções que compensassem o impacto ambiental.
As áreas que restam ficam escassas e caras, ficando fora do alcance dos pobres que, sem opções, são empurrados para a Ilegalidade.
As áreas “preservadas” são abandonadas, invadidas e acabam “devastadas”. Eu vi isto acontecer na Guarapiranga em São Paulo e estou vendo acontecer em outras regiões.
Está tudo errado, não dá para fechar os olhos e fingir que está tudo bem.
Enquanto isto, nas áreas urbanas privilegiadas as Leis Ambientais são simplesmente ignoradas e não vejo ninguém falando nada sobre isto, portanto todos, inclusive o Ambientalismo radical, estão sendo coniventes.

Outro equívoco é focar no interesse imediato sem pensar no futuro quando fala sobre congelar como está com “desmatamento zero” a partir de agora, provavelmente para “agradar” o ambientalismo radical. Isto sim é premiar quem devastou e punir quem preservou.

Mas o maior equívoco parece ser o de não focar na INJUSTIÇA que é o fato do ônus da Preservação ser jogada só sobre os possuidores de áreas a serem preservadas.
Leis injustas jogam todo o ônus da preservação sobre os possuidores de áreas a serem preservadas, na realidade confiscando sem nenhum pagamento.
Do outro lado não obrigam os consumidores a pagar o custo ambiental do que consomem.

Isto está errado. Pode ser Legal, mas é Imoral e ninguém pode ser conivente. Muitas injustiças já foram legais como, por exemplo, a escravidão, a segregação, proibição do voto para as mulheres, etc, etc. E sempre tinha quem defendesse estas injustiças com muitos argumentos.

O foco é simples e irrefutável.

A verdade é que a Legislação é Socialmente Injusta, Economicamente Inviável, logo não é Culturalmente Aceita pela sociedade local (que é quem vai, ou não, Preservar) e, no final, por não ter SUSTENTABILIDADE, não consegue atingir o objetivo Ecologicamente Correto.

Ninguém pode ser conivente com injustiças. Leis Injustiças tem que ser corrigidas.

Preservar é fundamental, mas precisamos Preservar de forma SUSTENTÁVEL.

Quem dá origem à devastação é o consumidor e é Justo que pague por isto.

Quem Preserva tem que receber um valor Justo, coerente com a importância da Preservação.

Vinícius Nardi