Doutrinação: ONGs reúnem jornalistas em São Paulo para seminário sobre Código Florestal

O Greenpeace e o WWF estão realizado hoje em São Paulo um workshop para jornalistas e formadores de opinião da grande mídia sobre o Código Florestal. As ONGs reuniram em um sala cerca de 35 jornalistas, dos principais veículos brasileiros e também correspondentes internacionais e estão despejando nas mentes urbanas desses jornalistas apenas o lado ONG do Código Florestal.

No seminário há apresentações que mostram cenários catastróficos caso a lei seja alterada, palestras sobre as "Origens do Código", ministrada por Paulo Adário, o fundamentalista verde do Greenpeace, e por Carlos Aberto Scaramuzza, o fundamentalista verde do WWF no Brasil. O biológo Jean Paul Metzger, da USP, apresenta um estudo sobre "Os motivos científicos do Código". Leia aqui o artigo "científico" do Metzger com comentários feitos por mim. Veja a parcialidade da "ciência" do Metzger. Enviei esses comentários a ele, mas ele não deu resposta. Imagine como devem ser os outros trabalhos.

Veja só como agem as ONGs. Eles encomendam (e pagam) trabalhos "científicos", se aproveitam da forma viesada e parcial que os jornalistas urbanos vêem o Código Florestal e não perdem tempo em reuní-los com despesas pagas em São Paulo, afagá-los em workshops refinados e doutrinar-lhes as mentes.

Quem fará frente a isso ?

Post composto com informações do Blog do Altino Machado (que está participando do workshop)

Comentários

Luiz Prado disse…
E os jornalistas que participam do tal workshop vão perguntar quem está pagando a farra? Vão dizer que é o Greepeace ou o WWF - com instalações luxuosas em Washington e um presidente que ganha uns US$ 400 mil ano. Mas nenhuma desses ONGs gringas têm as suas próprias fontes de recursos no Brasil, exceto quando conseguem uma teta ou umas tretas no governo.
v.nardi disse…
Sem entrar no mérito da questão (alterações no código florestal) eles estão certos de defenderem seus (deles) interesses.
Errados estão os que tem interesses divergentes, legítimos, e ficam omissos deixando injustiças acontecerem.

Certamente a CNA e mais algumas Associações tem condições de fazer algo semelhante, mas parece que não sabem o que querem ou então é verdade que constumam usar outros meios.

É necessário se organizar e defender as mudanças no nível que este assunto requer.

Eu também não consigo entender como a CNA não contratou bons advogados para defender seus associados e para questionar judicialmente Leis, Medidas Provisórias, Decretos, Resoluções, etc, que são inconstitucionais, arbitrárias, extrapolam a competência, injustas, etc, etc.

Quem cala consente.

Quem se omite tem que aceitar o que os outros decidirem.

Vinícius Nardi
Petterson disse…
O Prof. Metzer certamente não respondeu porque não tinha o que responder. Os seus comentários foram fulminantes. No fim das contas, o artigo dele faz, de maneira explêndida, exatamente o contrário do que ele acha que fez.
Esse povo tem titica na cabeça. Uma vez eu perguntei a alguém o que ele acharia de reservar 80% da sua casa em bairro nobre de São Paulo para o bem da humanidade, e ele disse que a comparação era boba, que a terra na Amazônia custava muitíssimo menos do que a casa dele. Seria aceitável, então, reservar 80% da casa de quem mora nos Campos Elíseos, pois custa baratinha, para o bem da humanidade?