Promovendo o quê?

O promotor público Marcelo Goulart é símbolo da corrente surgida no Ministério Público após a Constituição de 1988: a dos promotores que acreditam ser "agentes políticos". À frente do grupo responsável por processos ligados ao ambiente, ele moveu, só em 2009, 55 ações civis públicas, inclusive contra grupos que produzem orgânicos.

Em entrevista publicada ontem (21) no jornal Folha de São Paulo, quando perguntado se "entre as empresas que ele havia processado, estavam algumas conhecidas pela produção orgânica, sem agrotóxico" o promotor respondeu: "Não vamos nos enganar. Algumas usinas fazem açúcar de ótima qualidade, orgânico, sem agrotóxico. Mas se negam a fazer acordos conosco na questão da reserva legal. E a lei é clara: as propriedades rurais devem manter ao menos 20% da área com floresta permanente."

Ou seja, uma usina que não tem práticas conservacionistas, que usa adubos em excesso, que aplica agrotóxicos em excesso, mas que tem APP e RL está ok perante a lei, mas uma outra usina que produz biocombustíveis, ou açúcar, da forma mais "ambiental" que a tecnologia conhecida permite, tem APP, mas não tem RL está à mercê de ser processada, imputada e até desapropriada por não cumprir o código florestal.

Em tempo, todos os tiranos do mundo, de Hitler à Bush, fizeram escolhas maniqueístas e tentaram salvar o mundo daqueles que, aos seus olhos subjetivos, eram os "do mal".

Comentários

Luiz Henrique disse…
E tem mais, se acima das APPs não tiver um preparo adequado do terreno, como curvas de nível e descompactação, a enxurrada vai parar no córrego, carregando tudo que foi posto na terra, isto pode, mas uma terra com alta tecnologia, de plantio direto, com vinte metros de APP, é multada sem perdão, são leis feitas no aconchego do ar-condicionado, por quem nunca colocou uma botina no pé.
Desculpe as palavras chulas... mas com um cara desses A GENTE TÁ FUDIDO aqui na Amazônia...
Anônimo disse…
Esses promotores e promotoras são conhecidos entre os juízes como emepéios e emepéias. O MP não é uma institui8ção menos anárquica que muitas outras que dão a sua contribuição para que o Brasil não seja uma nação, já que cada indivíduo faz o que bem entende, sem qualquer linha de ação, proposta, projeto ou diretriz e, o que é pior, sem o mais vago conhecimento do tema na vida real.
Anônimo disse…
Concordo em genero, número e grau com os colegas acima e acrescento: Na minha chacara o Estado do Paraná começou uma estrada e não concluiu, destruiu o terreno primitivo com aterro que esta correndo, ha mais de 20 anos, para o rio, desviando seu curso, NÃO HOUVE UM PROMOTOR que me deu razão quando tentei resolver este problema!!! Que MP é esse que temos? Será que eles são pagos pra não ter noção do que é justo?